Atraso em obras da Cemig é tema de reunião
A reunião foi presidida e organizada pelo vereador Levi Siqueira, e contou com a participação da relatora Débora Dau e do membro Carlos Cascão, do vereador Renato Bnegas, de representantes da Cemig e do Executivo, dentre outros.
A CPI foi instalada para investigar falhas nos serviços prestados pela CEMIG em Araguari no período de 2024 e 2025. Na ocasião, ocorreu a oitiva de convidados e convocados. O encontro foi marcado por cobranças sobre as constantes interrupções no fornecimento de energia, atrasos em obras estruturais e dificuldades na execução de pedidos de extensão de rede elétrica no município.
Foram ouvidos o superintendente regional da concessionária, Wellington Fazzi Cancian, o secretário municipal de Infraestrutura, Rodrigo Cardoso, além de servidores técnicos do Executivo. Os vereadores relataram prejuízos enfrentados por moradores, comerciantes e produtores rurais em razão das frequentes quedas de energia, incluindo interrupções prolongadas que chegaram a ultrapassar 18 horas em algumas regiões.
A Relatora Débora Dau destacou problemas recorrentes na zona rural, especialmente na região da Boca da Onça, apontando oscilações constantes e falta de solução definitiva por parte da concessionária.
Em resposta, representantes da Cemig afirmaram que os indicadores médios do município permanecem dentro dos limites estabelecidos pela Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) e citaram investimentos em modernização e automação da rede elétrica. Os parlamentares, contudo, argumentaram que os dados apresentados não refletem a realidade enfrentada por parte significativa da população.
Outro ponto de tensão na sessão envolveu os pedidos de extensão de rede elétrica. Segundo a Secretaria Municipal de Infraestrutura, entre 2024 e 2025 foram formalizados 72 pedidos junto à concessionária, mas apenas duas obras teriam sido efetivamente concluídas.
Também foram registradas reclamações sobre o atendimento prestado pela concessionária em Araguari, incluindo demora em religações, dificuldade de acesso a informações e limitações no atendimento presencial.
Fonte: ASCOM/CMA