Transtorno do Espectro Autista é tema de reunião
O encontro contou com a presença das vereadoras Ana Lúcia e Maria Cecília, da secretária de saúde, Thereza Christina Griepe, do psicólogo e neuropsicólogo da infância e adolescência, Rafael Godói, do médico neuropediatra, Nelson Donizete, dentre outros. Na ocasião, as mães trouxeram suas demandas, queixas e sugestões. Para maior inclusão, foi disponibilizada a Língua Brasileira de Sinais (Libras).
“O autismo sempre existiu, mas é que agora conseguimos dar nomes. Foi o nosso olhar como profissionais e pais que mudou. O acolhimento é importante e muitas famílias enfrentam dificuldades no tratamento de seus filhos. Não há um exame específico para o diagnóstico do Transtorno do Espectro Autista (TEA), é preciso uma observação mais detalhada dos sintomas e dos sinais que ficam mais evidentes a partir dos 5 anos. Uma grande preocupação dos pais diz respeito ao autista não verbal, porém é importante perceber que existem outras formas de comunicação como, por exemplo, gestos e comportamentos”, explicou Rafael Godói.
“Meu filho de 11 anos tem autismo nível 3 de suporte e ele só se verbalizou aos 9. É uma dificuldade muito grande que nós mães enfrentamos, nos momentos de crise, as pessoas julgam a situação. São 320 crianças na rede municipal de saúde aguardando diagnóstico de TEA ou retorno. 220 pacientes já recebem os tratamentos necessários. Precisamos avançar em políticas públicas, divulgar o que é feito e melhorar o que já temos”, disse Thereza Christina Griepe.
Fonte: ASCOM/CMA